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OPINIãO
Imprensa está de quatro Poder da imprensa também emana do povo, a quem deve defender, orientar e proteger (...) o resto, é armazém de secos e molhados (Salve, Millôr!) A imprensa já foi o quarto poder. Caiu do quarto, mas não sai do armário. Continua sendo partidária tanto quanto denuncista e militante tanto quanto polêmica. Menos jornalística, independente e isenta. A vitória do ex-presidente Lula no primeiro mandato foi assegurado pelas elites econômicas e pela imprensa, que ele ama e odeia , na medida do seu interesse. Qualquer profissional dentro de qualquer grande empresa jornalística que discordasse do pensamento demogogo e populista de Lula, à época, era colocado na geladeira e pressionado a se demitir, se não fosse mandado embora. Assim é a imprensa partidária e militante. O jornalismo também tem seus ‘malfeitores’. Dona Dilma teve um bom professor de farsa. E melhor ainda, tem os mesmos aliados: a imprensa que se posta de quatro e as elites econômicas. Portanto, essa balela de que está apoiada nas altas taxas de popularidade (questionável, as metodologias de pesquisa atendem sempre ao interesse do contratante) para pressionar as elites econômicas a adotarem juros baixos também é também questionável. Os bancos estatais , isso, à guisa de não perder a tal popularidade, ela não precisa pressionar. Manda baixar os juros. Quanto aos bancos privados, os próprios podem contar outra história. Quem sabe, até favorável, a considerar os acordos e o momento. Mas o que eu quero falar, por ora, é no decantando poder da imprensa. Na verdade, gostaríamos que essa aludida quarta posição fosse real. Foi, no momento em que a Folha de São Paulo promoveu a enquete, há alguns anos. Foi poderosa para derrubar o “pai dos pobres”, que deu ao trabalhador salário digno, mínimo, mas digno, hoje transformado em salário da miserabilidade. Atualmente, R$620,00; o Diesse sugere que deveria ser R$2.600,00. Pelos descaminhos da inflação, do abuso de poder econômico, do golpe militar etc. – o salário mínimo, junto com a moeda, perdeu – seu valor real, mas o trabalhador e seus familiares não perderam a necessidade de se alimentar e vestir. E sobreviver. Já para derrubar os 24 anos de golpe militar, a imprensa não foi poderosa. Arquitetado com auxilio da imprensa, o golpe se consolidou e deu uma banana para a camarilha que lhe deu apoio. Houve mortos e sobreviventes, e os militares continuaram no comando firmes e fortes. Entre os muitos malfeitos, não se poderá jamais acusar qualquer um (ou pelos menos, a maioria dos comandantes) de ter enriquecido ilicitamente, avançando nos cofres públicos – já que não precisariam de bravatas como mensalões, sociedade com bicheiros e outras ‘malfeiticencias’. Até porque a direita é poder em todos os sentidos. Principalmente econômico e político, até quando não se envolve com política. Preferiu ficar com o ônus da tortura e da censura, embora não queira, agora, assumir de vez para a Comissão da Verdade. 1964 – a imprensa estava lá! Não a grande imprensa, pelo menos até que mudasse o rumo dos seus interesses escusos. Mas, sim, estava lá, aquela imprensa, que timidamente se manifestava, graças a alguns nobres e corajosos companheiros; estava lá sim, a imprensa que emergiu (e se insurgiu) de redações alternativas e profissionais ciosos de que o Poder da imprensa também emana do povo, a quem deve defender, orientar e proteger. Custe o que custar. É com a adoção desse compromisso que a imprensa recuperará seu poder verdadeiro e real. O resto, é armazém de secos e molhados (Salve, Millor!).
Escrito por miro às 10h55
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OPINIãO
Unanimidade interessante A aprovação por unanimidade pelo Supremo Tribunal Federal da reserva de vagas (cotas) nas universidades serve de consolo para ‘as maiorias de excluídos’ (negros, índios, deficientes etc.), mas continua sendo uma vergonha porque cria um Estado de leis raciais (etnicorracial) e não corrige o sistema na base: acesso ao ensino básico, ensino fundamental de qualidade, ingresso direto na faculdade sem as falcatruas das provas (Enem etc.) de avaliação.
Poluição visual Coibir a publicidade em cadeiras e guarda-sóis nas praias da Zona Sul foi somente uma maneira de prejudicar o trabalhador anônimo e ambulante e favorecer os interesses do governo que não aplicou o mesmo peso e medida nas propagandas fixadas nos quiosques e similares. Não há esse rigor quando se trata de propaganda das ‘intermináveis obras’ públicas e eventos de interesse dos governos em todos os níveis.
Escrito por miro às 14h09
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